terça-feira, 4 de maio de 2010

“Quem fala assim não é gago”

Não são cenas e comportamentos que desejamos e esperamos ver num casa da República, mas temos de admitir que a realidade de falta de honestidade e moralidade da classe política que nos “des”governa, conduziu a uma posição que só assim para procurar moralizar uma casa que é de todos nós e não “deles.

Esta Sr.ª, é uma deputada do estado do Rio de Janeiro-Brasil.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Surpresa Surpresa

Ontem, depois de assistir à audiência do Paulo Penedos fiquei tentando adivinhar se hoje o Rui Pedro Soares iria mentir ou escudar-se na investigação criminal para fugir de algumas questões mais incómodas. Contudo, estava longe de pensar que iria usar a carta de “livre da prisão”, como arguido no processo criminal, para não responder a qualquer questão da comissão parlamentar. Algo que legalmente suponho que seja nulo de fundamentação, visto serem instâncias da república independentes e com objectivos diferentes. O que têm de comum é que em ambos os casos, num tribunal e numa comissão parlamentar, mentir constitui crime punível à luz da legislação. A grande diferença entre estas duas instâncias é que enquanto o interrogatório, em processo da investigação do ministério público, é privado e protegido pelo segredo de justiça, a inquirição feita pela comissão parlamentar é pública e, assim sendo, politicamente devastadora em caso de revelações mais “calientes”. Por esse motivo é óbvio que alguém tão próximo do Secretário Geral do PS e a quem deve os lugares profissionais que desempenhou, algo que apenas conseguiu pelas suas lealdades e subserviências ao Sócrates e não por qualquer mérito ou capacidade profissional, aliás, todos os comentários abonatórios são que é uma pessoa humilde, discreta, etc. e nunca vi um único comentário sobre a sua genial competência profissional que sustente a escalada meteórica ao topo da maior empresa portuguesa, por isso, alguém assim tão devedor ao Sócrates, nunca irá trair a única pessoa que pode continuar a salvar-lhe as “costas”, mesmo que tenha de cair agora em sacrifício pelo “boss”, já que a memória dos portugueses é curta e o seu nível de informação mínimo, pelo que em um par de anos, se mantiver a lealdade, vai estar de novo discretamente no top de alguma nomeação bem choruda.

Tudo pelo luxo Parisiense

A Senhora Deputada Inês Medeiros, eleita nas listas do Partido Socialista, pelo círculo eleitoral de Lisboa, com registo de residência eleitoral em Lisboa “residência de família”, teve aprovada pelo Presidente da Assembleia da República, o Sr. Jaime Gama, a sua pretensão de ver custeadas pela assembleia da República as suas viagens semanais a casa, ou seja Paris, em primeira Classe (claro pois uma deputada que se preze não pode viajar de forma economia para poupar os contribuintes).

Calma! Calma meus colegas leitores, coitada da senhora, então como é chique viver em Paris e não neste fim da Europa em falência. È indecente pedir à Senhora Deputada para abdicar do seu estilo de vida artístico e de deixar de criar a sua família numa cultura que não a portuguesa. Ela tem o direito de nos ver como um povo de escravos com o dever de lhe sustentar o estilo de vida parisiense, já que tem um passaporte português e gastou tanto tempo a bajular os “chefões” do partido socialista com apoios a campanhas eleitorais. Publicamente todos sabiam que a senhora deputada vivia em Paris e, se quem a elegeu, pensou que viria viver em Portugal para exercer o mandado para o qual se candidatava, é problema de cada um, já que ela não disse que iria abdicar do luxo de Paris pela pobreza de Lisboa.

Agora o melhor ainda seria, e caso a senhora deputada não tenha pensado nisso já agora aproveite, como a senhora reside em Paris e não em Lisboa, pague os seus impostos em França e não em Portugal. Os portugueses são mesmo um país de escravos ao seu dispor, então qual o problema de entregar aos cofres franceses os impostos de salários ganhos às nossas custas aqui em Portugal.

Aquele Sr. Gama merece é ser condenado por roubo à república e aos cofres de Estado e que lhe seja retirado, do seu património pessoal, o dinheiro que nos está a roubar com esta decisão que perante o juízo público dos portugueses nada mais é que roubo, independentemente do que seja à luz das leis feitas por corruptos e para corruptos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Novo Ano

Feliz ano novo cheio de Justiça, sucessos económicos e acima de tudo decisões políticas responsáveis para Portugal, a restante Europa e para o Planeta.

A happy new year full of justice, economical success and above all responsible political decisions for Portugal, the rest of Europe and the Planet.

Laimīgu Jauno gadu pilnīgu tiesiskuma, ekonomisko panākumu un pirmām kārtām atbild politiskiem lēmumiem Portugālei, pārējā Eiropa un Planēta.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Uns se escutam e outros se encobrem

Muito se tem falado da legitimidade das escutas em que o Sr. Sócrates foi indirectamente apanhado. Uma vez mais o poder judicial vem em defesa do poder político, mantendo a eterna regra da mútua defesa e não agressão, nunca um político de peso foi preso e no entanto a corrupção abunda, os casos seguem-se uns aos outros mas sempre arquivados sem penas decretadas. Felizmente que em relação ao poder local lá vão havendo algumas condenações.

Pela decisão do Supremo Tribunal de Justiça só podemos depreender que, todas as escutas efectuadas a qualquer cidadão, têm que ser previamente aprovada por este tribunal, já que é impossível a polícia saber se quer o PM, PR ou Presidente da Assembleia da República irá, ou não, ter uma conversa telefónica com esse suspeito. As verdadeiras questões aqui são:

As conversas em causa são conversas entre dois cidadão e não entre membros de órgãos de Estado (o Sr. Vara não ocupa qualquer lugar de Estado), pelo que, caso exista algum assunto considerado de segredo de Estado, constitui um crime de traição pelo Sr. Sócrates e assim sendo não devem nunca de ser consideradas nulas; se nas conversas particulares o Sr. Sócrates revelou alguma informação privilegiada ao seu amigo, constitui um crime por estar a privilegiar um agente económico face ao restante mercado;

Se nas conversas particulares o Sr. Sócrates confessa algum acto ilícito por si cometido, visto que as escutas não eram sobre sim próprio e sendo obtida por uma escuta indirecta, não pode ser considerada nula visto que revela um crime e se assim o for é uma vez mais a classe política a escapar por entre as malhas legais que eles próprios tricotaram, apoiados pela classe judicial que os defende descaradamente em troca da manutenção da sua coutada pessoal e intocável, mesmo face a diárias incompetências e abusos;

Por último, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça não foi eleito por nenhum cidadão, pelo que não é detentor de qualquer “cheque em branco” ou mandato de confiança por parte dos cidadãos para os poder tratar feito criancinhas, podendo julgar o que podemos ou não saber sobre informação paga por nós e relativa ao carácter e exercício de funções dos nossos empregados eleitos.

No final, ficará uma vez mais no ar o conteúdo das escutas e se existiu, ou não, encobrimento com a cumplicidade do STJ, dado que com a destruição das escutas não existirá qualquer prova que mais tarde, em caso de dúvida, possa comprovar a legitimidade, ou não, da decisão deste órgão, deixando permanentemente a dúvida sobre para com quem é a lealdade deste órgão. Se para com os Portugueses se para com o Governo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O crime original no “face oculta”

Nestas duas últimas semanas muito se tem falado sobre a corrupção na sequência do caso “face oculta”. Contudo o foco principal das notícias já não é a corrupção mas sim as escutas ao Sr. Sócrates e, com toda essa “areia” jogada aos olhos dos portugueses, mais uma vez acaba por se relegar para 10.º plano o que verdadeiramente está em causa.

Antes de tudo está em causa as nomeações para lugares de direcção/administração de entidades e capitais públicos de pessoas sem habilitações e CV para tal, baseadas apenas no compadrio e pagamento de lealdades políticas, como é o caso do Sr. Vara. Em lugar de estudar para ter a competência para desempenhar os lugares que demonstra no seu CV publicado no site do BCP, onde não revela os trabalhos “menores” como caixa da CGD, entra na política como militante activo do PS e em um par de anos está como Director da CGD, sem ter estudado nada para tal e como pagamento pela forma como teve que fugir do Governo do Sr. Guterres enquanto os antigos colegas da CGD continuam ao mesmo nível que antes. Assim, nós portugueses, em lugar de termos a gerir os nossos investimentos pessoas competentes e capazes, que fazem render os investimentos, temos pessoas sem qualquer capacidade e que buscam a satisfação dos seus próprios interesses e com isso somos sempre nós a pagar a factura dos jobs for the boys. Tal é a promiscuidade e subserviência da nossa sociedade face ao poder político que, até nas habilitações, o Sr. Vara primeiro tira uma pós graduação no ISTEC e só no ano seguinte conclui a licenciatura (na UNI em 2005). Para o comum cidadão, primeiro e no cumprimento legal, tem que ser licenciado e só depois pode ser pós-graduado, mas para os políticos as leis são outras. Por isso mesmo a questão de se existirá corrupção ou não só é necessita ser provado em tribunal no que concerne à rede do Sr. Godinho, porque a corrupção na nomeação dos cargos existiu e existe, já que são nomeados os amigos e os compadrios em lugar dos competentes. De essa corrupção o Sr. Sócrates é mais do que culpado.

Para a saúde exigimos médicos, para a justiça advogados e juízes, mas para cuidar do nosso dinheiro qualquer incompetente serve, já não são exigidos os profissionais como os gestores ou economistas e depois as pessoas espantam-se pelos prejuízos que os nossos investimentos apresentam ano após ano.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Hora de começar a procurar o nosso Futuro

Após quase um ano de campanha eleitoral, começa um novo ciclo governativo, quer ao nível central quer ao nível local. É certo que em muitos casos é “mais do mesmo”, pois continuam os mesmos governantes responsáveis pela cultura de corrupção e nepotismo que se vive no país. Mas foram eleitos por quem de direito e reiniciam o novo mandato com toda a legitimidade existente nesta nossa pseudo-democracia. Esperemos, pelo menos, que já tenham os bolsos cheios quanto baste e os familiares e amigos todos bem colocados no funcionalismo público, para que possam começar a trabalhar em benefício de quem os elegeu e não em causa própria. Não posso, contudo, deixar de salientar a desilusão de ver as pessoas continuarem a aceitar regimes de corrupção e compadrio, na esperança de lhes calhar alguma “migalha”.

Mas então concentremo-nos no nosso Algarve. Todos nós sentimos que a crise agravou a já complicada situação do nosso sector turístico. A crise, com a consequente redução do consumo ao nível nacional, europeu e mundial, traduziu-se numa menor afluência de turistas ao Algarve e os que vêm, na sua maioria, vêm com os “tostões” contados, pelo que não gastam em restaurantes, bares e lojas como o faziam em outros tempos.

Já anteriormente à crise se observava a alteração do comportamento dos turistas que chegam ao Algarve. Faz perto de uma década que as pessoas começaram a notar que as “gorjetas” de 5 contos, não são mais um acontecimento corrente e diário, ainda mais depois que aderimos ao euro e de os turistas terem muito mais consciência do que são 25 euros, sem esquecer que o euro está solidamente a valer mais que o dólar. As pessoas já não vêm dispostas a esbanjar como o faziam, acrescendo a isso uma concorrência cada vez mais forte, o que torna complicada a vida de quem depende, directa ou indirectamente, do turismo. Esta é uma questão fundamental para a economia e sociedade algarvia porque um mau ano no turismo tem efeitos em toda a economia regional.

Não há mais lugar para aqueles empresários do turismo, acostumados a gerir o seu negócio como o faziam há 20 anos atrás, achando que habilitações e instrução são coisas inúteis, valendo mais contratar pessoas sem habilitações a um custo menor e mais fáceis de explorar. Hoje, com o aumento de uma concorrência eficiente e de qualidade, aliada a um tipo de turista muito mais informado e conhecedor de onde melhor gastar o seu dinheiro, estes empresários ou mudam de mentalidade, criando um negócio empreendedor e eficiente, ou irão “morrer”. O problema é que a sua falência leva a uma maior fragilidade da economia regional e a um aumento do desemprego. Mas que seja claro, antes a falência de uma empresa moribunda e sem iniciativa, do que a funcionar por via de subsídios que todos nós pagamos.

Está na hora, aproveitando a crise como evento de ruptura que obriga a repensar e a mudar processos e culturas, de todos juntos, investidores, políticos, universidade, etc., fazer compreender a todos os envolvidos que o futuro está num sector moderno, empreendedor e com grande rapidez na adaptabilidade, de forma a sem grandes custos se ajustar às alterações que ocorrem continuamente no turismo.

Porém, em simultâneo, é obrigatório começar um processo de pesquisa, planeamento e fomento de todo um conjunto de novos investimentos, totalmente independentes do turismo. A nossa dependência do turismo é das maiores fraquezas da economia algarvia. Temos de criar uma economia sem dependência em um ou dois sectores. Temos de apostar em todas as áreas com potencial de excelência que existam na nossa região e investir norteados pela eficiência, competitividade e qualidade, procurando ser os melhores ou estar entre os melhores nesses sectores. Esse é o caminho para um futuro de desenvolvimento e riqueza para todos os algarvios e investidores.