sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A distracção do Presidente da Câmara de Lisboa

Nas últimas semanas têm-se multiplicado as comunicações do Presidente da CM de Lisboa, o Sr. António Costa, a defender a aplicação de uma sobretaxa no preço dos combustíveis vendidos na área metropolitana de Lisboa (AML) com vista a apoiar o financiamento dos transportes públicos na respectiva área metropolitana.

Ora tal proposta só pode ser considerada como sendo resultado de uma completa alienação do Sr. Presidente da CM de Lisboa face à experiência mais do que comprovada a nível nacional nas zonas fronteiriças e desculpabilizado por as habilitações do referido Sr. Presidente serem as de jurista, pelo que é normal a sua ignorância em matérias económicas apesar de que, quem o ouve falar no programa semanal da SIC Notícias “Quadratura do Círculo”, nitidamente apercebe-se da presunção do mesmo em se considerar um expert em questões económicas.

Mas voltando ao tema em causa vamos lá ajudar o Sr. Presidente, expert em economia, a perceber algumas falhas na sua teoria. Os habitantes da AML não vivem atrás de um muro como sucedia durante a guerra fria com os moradores de ambas as partes de Berlim e que os impedia de passar de um lado para o outro. Os habitantes da AML, bem como de qualquer área metropolitana nos países democráticos, têm liberdade de circulação e da escolha onde efectuam os seus consumos, logo, da mesma forma como sucede nas regiões fronteiriças, os cidadãos tendem naturalmente a seleccionar os seus locais de consumo face à relação qualidade/preço. Isto apenas significa o que todos nós sabemos, que as pessoas deslocam-se para consumirem onde o custo é inferior e se o custo de deslocação para esse local é inferior ao diferencial de preços os consumidores deslocam-se para efectuar os seus consumos. Além do mais existe o efeito psicológico que leva as pessoas a assumirem este comportamento mesmo no valor fronteira em que fica ao mesmo custo o consumir no local em que se reside ou deslocar-se para consumir, já que psicologicamente o pagar um preço inferior dá sempre a sensação de poupança. A isto acresce o efeito que leva as pessoas a preferirem ir gastar fora em lugar de dar a ganhar a quem lhes aumentou o custo de vida.

Assim sendo, está mais do que comprovado pela experiência dos últimos anos em Portugal que, um diferencial no preço dos combustíveis vai levar as pessoas a saírem da AML para atestarem os seus carros onde é mais barato em lugar de o fazerem dentro da mesma, o que levará naturalmente ao enceramento dos postos de abastecimento dentro da AML com o consequente aumento do desemprego e a baixa das receitas próprias relativas a este sector arrecadas dentro da AML.

Na sua base a ideia do Sr. Presidente é correcta, o de onerar a circulação de veículos particulares dentro da AML e o de procurar fontes de financiamento para os transportes públicos da mesma. No entanto o mesmo deve ser feito não com a medida que defende mas sim com algo semelhante a outra medida por si defendida, ou seja, a taxa nas portagens. Uma sobretaxa sobre a ponte 25 de Abril até que é legitima, mas sobre a da ponte Vasco da gama já não o é uma vez que esta é a ligação entre a A1 e a A2, ou seja, representa um trajecto de auto-estrada nacional e não apenas da AML. A forma economicamente eficiente de criar as condições que o Sr. Presidente muito bem defende e que já foram aplicadas em outras áreas metropolitanas, é o da criação de várias “coroas” como existe na questão dos passes para os transportes públicos e cobrar uma taxa de circulação dentro de cada “coroa” com um preço crescente quanto mais central é a coroa. Desta forma existe uma real percepção dos condutores para os custos de utilização de veículo próprio dentro de cada zona, com a respectiva motivação para a utilização dos transportes públicos, e torna-se o processo muito mais transparente e directo, sem ser por via de intermediários, o que já está mais do que provado que é uma porta aberta à ineficiência. Exemplo deste modelo é o centro de Londres.

Claro que os veículos de transporte de mercadorias teriam de ter um regime especial para não encarecer o custo dos produtos à venda na AML.

Contudo a aplicação desta medida, desejável e necessária, não pode ser independente de uma reestruturação do modelo de funcionamento da rede de transportes públicos urbanos, pois não podemos onerar o uso de carro próprio sem dar a alternativa dos transpores públicos.

Por outro lado, apesar de o Sr. Presidente estar com toda a razão quanto à questão da rede de transportes públicos dentro da AML ter necessariamente que ser coordenada com as autarquias presentes na mesma, a ideia de que as autarquias devam ter palavra e participação na gestão das empresas de transporte atesta a visão de controlo estatal do Sr. Presidente. Tal situação é apenas para reforçar o poder da política local dentro das empresas aumentando assim o clientelismo e o partidarismo que se deseja erradicar, apenas reforça a cunha em lugar da eficiência pois sabemos muito bem como as coisas funcionam e os colegas de partido e amiguinhos têm de ser pagos com bons tachos que aumentam a estrutura de custos das empresas e reduzem a eficiência na gestão das mesmas, pela colocação de pessoas não com base no profissionalismo mas com base no clientelismo. Sr, Presidente será que ainda não basta de parasitismo, todos os anos de governo e poder não lhe chegam?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Public debts bailout? One more mistake added to many others

Since last week news of Greece partial bailout we can see a big smile in all those who are defenders of the easy way and the individual disclaimer of all those who are responsible for leading Portugal to the current situation.

Even when it was Portugal who gives debts bailout to other countries I was never a defender of it and now I will not be a defender of this policy when this persons insist on the idea that Portugal should not implement such hard economic measures so later on Portugal can ask for a debt bailout without having it so hard over the Portuguese citizens lifestyle.

The Portuguese State and the Portuguese’s Governments have worked a lot through their attitudes and the Portuguese legislation to create on the Portuguese’s mind the idea that the State and the Governments are ethereal entities that no politician or public manager is ever criminal or monetary responsible for their attitudes and decisions in and off their public functions, the problem is always of the “public machine”, the guilt is always of the “public machine” but the public machine are not a computer or a robot but persons and in Portugal unfortunately those persons are what the worst the country have on terms of honesty, ethic and competence. For that reason no Portuguese politician are in jail but the corruption and the economical criminality are a gigantic national problem.

Here it is the main question about public debts bailout. Excluding the countries that need financial help because a momentary problem of public financial illiquidity as it was the case of Ireland and Iceland, the countries that usually need international financial help are countries with this kind of parasitic political class that steal their countries for decades until they see themselves facing the reality where they have on their hands a country on the bankruptcy and that is the moment when they are obligate to ask for help and accept the impositions that make more difficult continue using the public money as if it were their own money. If the international community gives a bailout to the country what this kind of politicians will learn is that they can carry on stealing free as ever, because there always will be a bailout to saving them of suffer the anger of those who they steal, just like a burglar to whom the judge gives a second opportunity instead of send him to jail.

The States and their Governments are not abstract entities but persons that make their decisions in defence of their own personal interests using their moral education, or in this case the lack of it, so the forgiven of their actions and decisions will only let an open door to they keep having the same behaviour as always.

However it is clear that the international community must create the opportunity for these countries recover from their bankruptcy. For that reason I always have defended not a bailout but a debt renegotiation with lower interest rates, never higher that 2%, and a dilatation of the payments terms.

We can never forget that a bailout it is not a decision that makes a debt disappear as some kind of  magic, as if that money would never existed but the reality it is that there will be always someone who have to pay the bill. On the present Greek case the bailout will provoke a huge lost among the European banks who have bought Greek public debt and that means that the European States will have to reinforce their banks capitals to prevent the weakness of the financial system. This means that will be the European citizens, those who have voted responsibly and have made personal sacrifices in their lifestyle to prepare their countries to have strong economies are the ones who will be obligated to pay for the Greeks irresponsible votes and lifestyle above their economical capacity.

But the present main issue it is the implication to the EU and to the Euro zone of the Greek bailout or the eventual bailout of any other EU member. Therefore it is necessary to resolve the Greek situation but above all to put an end to the public debts problem on the Euro zone. To resolve the current situation it is necessary the creation of a EU new financial instrument that can be created by a modification of the present emergency fund to a new European financial instrument with the financial capacity and the powers for assume the Greek debts to the international market, and the debts of any other member that needs it like Portugal and Ireland, and those countries would pay their integral debts to this fund but in dilated payments and with lowers interest rates and the countries would be obligated to fulfil a plan to recover their public finances and their economies. This way the UE gives the clear and strong message to the international market that the debts of one euro member it is a debt of all euro zone.

It is obvious that those countries would have to submit their budget policy to a rigorous supervision from the European institutions to prevent the continue of the expenses policies and the corruption that led the country to bankruptcy at the first place.

On the Portuguese case it is more than clear that the only reason for the current bankruptcy of the country it is the corruption and the culture of the easy way which destroyed the country economy. The fact of Portugal be a small country and the international financial crisis it is just an excuse for the Portuguese reality, Belgium is smaller than Portugal and do not have the natural resources that Portugal have as the sun for energy and for tourism or the huge oceanic territory, for example, and Belgium does not live the economic crisis that Portugal lives. So what’s the difference between these two countries?  The difference it is the culture of merit and productivity and a more honest and competent politicians of Belgium.

domingo, 30 de outubro de 2011

Perdão de dívidas? Mais um erro a somar a tantos outros

Desde a semana passada que os fieis amigos do facilitismo e da desresponsabilização estão de sorriso no rosto com as notícias de perdão de parte da dívida Grega.
Nunca fui defensor de perdões da dívida, fosse quando éramos nós a perdoar dívidas ou quando outros países defendiam o perdão das suas dívidas, face ao FMI por exemplo. Assim sendo, nada mais coerente que o ser completamente contra um eventual perdão de parte da dívida nacional, como já muitos estão a pensar em pedir e que por isso consideram que nem vale a pena fazer grandes esforços para evitar essa situação.

O Estado/Governos não são aquela entidade etérea que o quadro legal português e os políticos portugueses tanto têm trabalhado para fazer parecer aos olhos dos portugueses, as coisas acontecem e ninguém tem a culpa pois a culpa é da “máquina”, só que a “máquina” não existe, não é um computador ou um robot, a “máquina” são pessoas que infelizmente em Portugal representam o que de pior existe no país, o pior em falta de moralidade, desonestidade, incompetência, e o parasitismo de uma classe dirigente, partidária e política.
Sendo que é aqui que reside o problema, normalmente os países que precisam de ajuda, que não seja por uma questão pontual de liquidez que se resolve em um par de anos como na Irlanda ou na Islândia, são países com este tipo de classes políticas que roubam e roubam os país por décadas até os deixarem completamente falidos em nome dos seus interesses pessoais. Ora, se este tipo de parasitas, após falirem um país, em lugar de serem punidos pelos seus países e pela comunidade internacional recebem um perdão de dívida, a lição que aprendem é a de que pode continuar a roubar sem problemas pois quando voltarem a deixar o país falido vão ter um novo perdão da dívida. É o mesmo que um ladrão que chega ao tribunal e o Juiz lhe dá uma segunda oportunidade, claro que ele vai pensar que afinal ir a tribunal não é assim tão mau e volta a roubar de novo já que percebe que pode roubar quanto quiser que nunca será responsabilizado pelos seus crimes.
Os Estados/Governos não são entidades abstractas e sim pessoas que agem em defesa dos seus próprios interesses e seguindo a sua cultura moral, ou a falta desta, pelo que a sua desresponsabilização/perdão é sempre uma porta aberta para voltarem a cometer o mesmo crime.

No entanto é óbvio que a comunidade internacional tem que criar oportunidades para que os países possam sobreviver ao “buraco” em que estão, pelo que sempre defendi não um perdão da dívida e sim uma renegociação da dívida para juros mais baixos, sempre num valor máximo de 2%, e um prolongamento dos prazos de pagamento.
Nunca nos podemos esquecer que um perdão de dívida não é uma coisa mágica, um estalar de dedos e é como se aquele dinheiro nunca tivesse existido. Um perdão de dívida implica que alguém fica a pagar a conta, por exemplo no caso da Grécia, o perdão da dívida vai levar a perdas brutais na banca europeia que financiou a dívida Grega, o que vai implicar que os países e instituições europeias recapitalizem a banca europeia pelas perdas originadas no perdão grego, ou seja, os países europeus têm que pagar o perdão da dívida grego, por outras palavras são os contribuintes que votaram bem e que fizeram sacrifícios para terem uma economia saudável que vão ter que pagar pelos luxos e más escolhas dos gregos.

Mas o presente problema é a implicação que o incumprimento por parte da Grécia, ou qualquer outro Estado-Membro, terá sobre a economia da UE e no Euro. Assim sendo é necessário resolver o problema grego mas acima de tudo o problema das dívidas públicas dos países do euro. É neste sentido que seria mais indicado a criação de um instrumento financeiro, que poderá ser uma modificação do fundo de resgate, que tivesse a capacidade de ficar credor dos países incumpridores, assumindo as suas dívidas e a quem estes países ficariam a pagar a totalidade da sua dívida nas condições anteriormente referidas. Por outras palavras seria uma comunicação forte e transparente ao mercado de que as dívidas dos países do euro não são assumidas pelos países individualmente e sim de toda a zona euro, responsabilizando ao mesmo tempo os países “mal comportados” já que estes seriam responsabilizados e obrigados a assumirem as suas dívidas, sem com isso colocar em causa a viabilidade das suas economias.
Obviamente que estes países teriam de submeter-se a uma rigorosa fiscalização da sua política orçamental por parte das instituições europeias de modo a evitar a manutenção das actividades corruptas e despesistas que levaram os países à situação de falência.

No caso português é mais do que evidente que a única razão pela qual o país está como está é a corrupção que corrói o país e a cultura do facilitismo. Não venham com a desculpa de ser pequenos ou a crise internacional, pois a Bélgica, por exemplo, é mais pequena do que Portugal, não tem as riquezas que tem Portugal, como por exemplo o sol (energia renovável e turismo) e uma área oceânica gigantesca e no entanto não vive a crise que Portugal vive. Qual a diferença? A cultura de mérito e de produtividade e uma classe política mais honesta e competente.

sábado, 22 de outubro de 2011

The not so big news for 2012/2013

Last week the Portuguese Prime-Minister made a statement to the country communicating the new austerity measures for the 2012/2013 period and informing that this new policies are consequence of a bigger deficit that was previously thought. This week it was the Portuguese Chancellor of the Exchequer who, on a television interview, explained the reasons and impacts of these policies. So what´s new for 2012/2013 and what are its effects?
The one measure that will affects all Portuguese by equal is the VAT alterations and because of that this measure it is the most unjust of all but unfortunately it is a necessary one.
The VAT increase on the catering sector will produce a competitiveness reduction on one of sectors that share the exportation effort. It is truth that it’s impossible to tax only the Portuguese and left out of the VAT increase the foreigners so there is no way to prevent this fall on the international competitiveness of the sector, however past this public deficit emergency it is urgent to review this measure to increase our competitiveness face our competitors.
Other VAT alteration it is the increase of the bottled water rate what it is a complete abuse without any fiscal justice because the water it is “the” essential commodity for human life. There is also the question that the bottled water, as the wine and olive oil for example, it is one of products that Portuguese consume almost exclusively national production and they have a higher exportation potential. For this reason this products should not have an elevate VAT rate.
One other measure that affects a large part of the Portuguese population it is the 30 minutes increased on the national daily labour time, what means a real remuneration cutback.
With the implementation of this measure the Portuguese euro exit defenders can stop talking about that because they already have implemented the effect of currency devaluation on Portugal to obtain competitiveness on international markets (see: One more apologist for a fall into the abysm1).
The big difference between this measure and a currency devaluation it is the transparency of its effects to the general citizens because everyone see the cut on their incomings.
But the true is that the increased of 30 minutes on the work day it is not a hard cost to pay and it is less penalizing than currency devaluation. Who is gone be real affected by this measure are the unemployed that will see their labour opportunities reduce even more.
However the most controversy measure it is the abolition of the holydays and Christmas subsidy to all civil servants with incomings above 1.000 Euros and a progressive cut to those with incomes between the 485 and the 1.000 Euros. But this measure will be addressed on a future commentary.
After all this measures it still missing the information about the cuts on the public budget based one more rationality on the public services management and what model of public services it will be implemented in the future but above all the Government do not show any intention to take the decision to renegotiate all the ruinous public-private partnerships and investigate who was responsible for those contracts.
And on the end of all it is essential that the State reduce as soon as possible the actual unsupportable tax burden to allow the privet economy to create the vital national wealthy required to the country development.


As não tão grandes novidades para 2012/2013

A semana passada tivemos a comunicação do Primeiro-ministro ao país dando a conhecer que afinal o “buraco” é ainda maior do que se pensava e, por esse motivo e dada a necessidade de cumprir as metas orçamentais, foram previstas novas medidas de austeridade na proposta de Orçamento de Estado para 2012. Esta semana foi a vez de o Ministro das Finanças, numa entrevista televisiva, vir explicar a situação financeira do Estado português e justificar as medidas comunicadas pelo Primeiro-Ministro. Então quais são afinal as novidades para 2012/2013 e qual o seu efeito?
 
A medida que afecta todos os portugueses por igual, seja trabalhador no público, no privado ou um desempregado são as mexidas nas tabelas do IVA e por isso mesmo esta acaba por ser a mais injusta de todas mas infelizmente necessária.
O aumento da taxa do IVA na restauração traduz-se numa perda de competitividade de um sector que comparticipa em uma parte da sua actividade no esforço de exportação. É verdade que nem todo o sector participa na exportação e que é impossível taxar apenas os nacionais e não taxar os estrangeiros, mas é algo que, passada esta emergência pela derrapagem orçamental, deve ser revisto com vista a uma competitividade turística face aos nossos concorrentes.
Já a passagem das águas minerais para um IVA intermédio é um escândalo e sem qualquer justiça fiscal, uma vez que é “o” bem essencial por excelência, ao contrário das águas com sabores e demais variantes que é justo passarem para uma taxa mais alta. Ainda mais que, tal como o vinho e o azeite, são produtos nos quais o consumidor português consome quase exclusivamente produção nacional e é fundamental que, na revisão das tabelas do IVA, sejam não só beneficiados os bens que constituem o cabaz de bens essenciais para uma família portuguesa, mas também os produtos cujo consumo interno é predominantemente de produção nacional e com potencial de exportação. É por esse motivo que, por exemplo, o vinho não deve ser incluído na taxa máxima.
Outra medida que tem um impacto mais abrangente é o aumento de 30 minutos por dia no horário de trabalho de todos os trabalhadores, ou seja uma redução do seu vencimento real.
A partir de agora os defensores da saída de Portugal do euro com o propósito de poderem desvalorizar a moeda para obter aumentos de competitividade, já podem parar de falar em saída do euro pois já têm o mesmo efeito (ver: Mais um apologista de uma queda no abismo1). Claro que podem defender um acréscimo superior a estes 30 minutos.
A grande diferença entre esta medida e uma desvalorização da moeda é o facto de esta medida ser muito mais impopular ao ser transparente para todos que o efeito é a redução do seu poder de compra.
A verdade é que o aumento de 30 minutos diários, no tempo de trabalho, não é uma medida que seja muito penalizadora e que deve ser compreendida por todos como necessária para fazer face à situação nacional, sendo muito mais vantajosa para as pessoas do que uma desvalorização da moeda. Quem é verdadeiramente penalizado com esta medida são os desempregados que vêm assim reduzidas, ainda mais, as necessidades de contratação por parte das empresas.
Contudo a medida mais comentada é o corte dos subsídios de férias e de natal para os funcionários públicos com vencimentos acima de 1000 euros. Só o facto de a única medida que afecta exclusivamente uma categoria profissional ser a medida mais publicitada e debatida nos mídia, atesta o peso e influência que esta categoria tem criado sustentadamente ao longo dos anos. A verdade é que a fronteira onde acaba a função pública e começam os políticos e os partidos é algo que já deixou de existir faz décadas neste país.
A despesa a ser reduzida é a do Estado, logo é nos funcionários do Estado que têm que ir buscar a grande parte do esforço das famílias, no entanto esta medida será melhor abordada em um futuro comentário.
Mas no final de tudo, o que ficou por comunicar e explicar foram os cortes nas outras despesas do Estado, algo que até certo ponto pode ser compreendido pelo pouco tempo governação e não é num par de meses que é possível delinear ao pormenor uma estratégia de redução dos excessos sem colocar em causa os serviços do Estado. Não estamos em tempo de fazer cortes temporários, temos de fazer cortes dentro de uma estratégia já definida e conhecida do que se deseja que seja a função pública/Estado e como podemos obter serviços de qualidade, competentes e financeiramente racionais.
No entanto não há qualquer desculpa para o Governo não comunicar a decisão de investigar e renegociar todas as PPP’s e demais contratos que sejam ruinosos e em que o Estado está preso. Esses contratos têm que ser renegociados de forma justa e apuradas as responsabilidades por esse “assaltos” ao bolso dos contribuintes. Não basta reduzir custos na máquina pública, é preciso reduzir os encargos com contratos escandalosos não só porque é o mais justo, mas também porque é essencial que o Estado reduza rápida e drasticamente a carga fiscal sobre os portugueses, de modo a estimular a economia, ou o país chegará a um ponto tal de onde não vai haver volta da recessão.



sábado, 8 de outubro de 2011

Simply timeless/Simplesmente actual e intemporal - Johnny Carson 1982




Não foi possível encontrar uma versão legendada. Contudo existe uma versão legendada mas não verdadeiramente legítima. Trata-se de uma legenda a satirizar o político Sócrates. A legenda é correcta excepto nas partes em que é adaptada á situação deste político português. Por exemplo, em lugar de dizer imprensa, na apresentação, diz Manuela (da Manuela Moura Guedes) ou quando o político é questionado sobre a veracidade das suas habilitações em Harvard é adaptado à Univ. Independente.
Não foi usada esta versão por uma questão de princípio e imparcialidade no entanto, fica aqui o link para aqueles que necessitam de legenda para entenderem o vídeo, mas já tendo presente a natureza satírica da legenda.

One more apologist for a fall into the abysm

One more apologist of the Portugal leaving the euro zone idea. This time it was a Professor from the ISEG (Economical and Management Superior Institute – Lisbon) the economist João Ferreira do Amaral who came on the public defence of that policy. We have already board this mater on Nov. 13, 2010 with the comment “Insane idea from insane persons” but this time we gone deconstruct the professor argumentation.
The professor defends the Portuguese exit from the euro zone but with the support of the European Central Bank “its necessary a large commitment of the ECB to support and sustain the new currency depreciation within reasonable limits and to create facilities to support the Portuguese banks during this transition period to avoid any panic1. On simple words, what the professor think is that Portugal can leave the euro system but the ECB and what that it means is that Germany and the other north European countries, will keep supporting Portugal just like if it was a son who declares is independency from the parents but keep coming home to eat, drop the clothes to be wash and receive the allowance. The difference is that a son is just that, a son, our blood but Portugal is not a northern European countries son to have their support after leaving the euro system.
He believes that the new currency depreciation “By my calculations would be enough somewhere between 30% to 40%”1 as if once the new currency gets the exchange market the Portuguese institutions will have any control over the market to make it stay at this depreciation rates. The moment the new currency gets on the exchange market it would be depreciate to garbage level by the market agents because of their natural distrust face to the Portuguese economy. On this case the only way the Portuguese Government have to control the new currency exchange price would be through the Portuguese Central Bank operations on the market buying new currency and selling foreign currency, but it’s obvious that this kind of market intervention have high costs to any country if it’s done for a long period.
The allegation for leaving the euro zone is that “All tradable goods sectors will benefit from de currency depreciation. The currency depreciation it’s important to revert the negative effects of having a strong currency.1we have a huge foreign debt and therefore we have to create the conditions to have a surplus of our balance of payments so we can make the debt payments and at the same time having some margin on our external responsibilities. We cannot create those surpluses inside the euro zone because of our weak productive structure.1. As already was said, the currency devaluation do not achieve the effects that are defended by the professor. The currency devaluation has its effects in Portugal more than proven by the practice of these policies for years and years between the 74 revolution and the end of 80’s when we start living some currency exchange stability. It was this years of currency devaluation one of the reasons that allowed all those incompetent national companies to keep open by forcing all country to pay the costs of making their products more competitive on the international market instead of restructure their business or close doors.
The question is that the commodities are bought on the international market with prices in dollar or euro, so the currency devaluation just makes the labour cost lower because all the other production factors as commodities, energy and financing keep the same price because Portugal is totally dependent of the importation of these supplies. And because the public debt must be paid in euros the taxpayers must pay more taxes and the credits interest rates on the banks will be higher for the same reason. This means that there would not be any surpluses on our balance of payments but it would aggravate our economical situation.
In the end the professor reveals the reason why he defends the Portuguese exit from the euro zone “The most rational and intelligent would be recognize that euro project has failed.”1. Who does not believes on the euro zone does not understand that it is only through the project of a unify Europe that it is possible for Europe to maintain its place on a global economy.
Portugal is on the rock bottom and our only way up it is through cleaning the country of the corruption, bad politicians and incompetent companies, giving space to the excellence and good management to be the future.


1 Sol newspaper October 2, 2011 (http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=29943)