sábado, 22 de outubro de 2011

As não tão grandes novidades para 2012/2013

A semana passada tivemos a comunicação do Primeiro-ministro ao país dando a conhecer que afinal o “buraco” é ainda maior do que se pensava e, por esse motivo e dada a necessidade de cumprir as metas orçamentais, foram previstas novas medidas de austeridade na proposta de Orçamento de Estado para 2012. Esta semana foi a vez de o Ministro das Finanças, numa entrevista televisiva, vir explicar a situação financeira do Estado português e justificar as medidas comunicadas pelo Primeiro-Ministro. Então quais são afinal as novidades para 2012/2013 e qual o seu efeito?
 
A medida que afecta todos os portugueses por igual, seja trabalhador no público, no privado ou um desempregado são as mexidas nas tabelas do IVA e por isso mesmo esta acaba por ser a mais injusta de todas mas infelizmente necessária.
O aumento da taxa do IVA na restauração traduz-se numa perda de competitividade de um sector que comparticipa em uma parte da sua actividade no esforço de exportação. É verdade que nem todo o sector participa na exportação e que é impossível taxar apenas os nacionais e não taxar os estrangeiros, mas é algo que, passada esta emergência pela derrapagem orçamental, deve ser revisto com vista a uma competitividade turística face aos nossos concorrentes.
Já a passagem das águas minerais para um IVA intermédio é um escândalo e sem qualquer justiça fiscal, uma vez que é “o” bem essencial por excelência, ao contrário das águas com sabores e demais variantes que é justo passarem para uma taxa mais alta. Ainda mais que, tal como o vinho e o azeite, são produtos nos quais o consumidor português consome quase exclusivamente produção nacional e é fundamental que, na revisão das tabelas do IVA, sejam não só beneficiados os bens que constituem o cabaz de bens essenciais para uma família portuguesa, mas também os produtos cujo consumo interno é predominantemente de produção nacional e com potencial de exportação. É por esse motivo que, por exemplo, o vinho não deve ser incluído na taxa máxima.
Outra medida que tem um impacto mais abrangente é o aumento de 30 minutos por dia no horário de trabalho de todos os trabalhadores, ou seja uma redução do seu vencimento real.
A partir de agora os defensores da saída de Portugal do euro com o propósito de poderem desvalorizar a moeda para obter aumentos de competitividade, já podem parar de falar em saída do euro pois já têm o mesmo efeito (ver: Mais um apologista de uma queda no abismo1). Claro que podem defender um acréscimo superior a estes 30 minutos.
A grande diferença entre esta medida e uma desvalorização da moeda é o facto de esta medida ser muito mais impopular ao ser transparente para todos que o efeito é a redução do seu poder de compra.
A verdade é que o aumento de 30 minutos diários, no tempo de trabalho, não é uma medida que seja muito penalizadora e que deve ser compreendida por todos como necessária para fazer face à situação nacional, sendo muito mais vantajosa para as pessoas do que uma desvalorização da moeda. Quem é verdadeiramente penalizado com esta medida são os desempregados que vêm assim reduzidas, ainda mais, as necessidades de contratação por parte das empresas.
Contudo a medida mais comentada é o corte dos subsídios de férias e de natal para os funcionários públicos com vencimentos acima de 1000 euros. Só o facto de a única medida que afecta exclusivamente uma categoria profissional ser a medida mais publicitada e debatida nos mídia, atesta o peso e influência que esta categoria tem criado sustentadamente ao longo dos anos. A verdade é que a fronteira onde acaba a função pública e começam os políticos e os partidos é algo que já deixou de existir faz décadas neste país.
A despesa a ser reduzida é a do Estado, logo é nos funcionários do Estado que têm que ir buscar a grande parte do esforço das famílias, no entanto esta medida será melhor abordada em um futuro comentário.
Mas no final de tudo, o que ficou por comunicar e explicar foram os cortes nas outras despesas do Estado, algo que até certo ponto pode ser compreendido pelo pouco tempo governação e não é num par de meses que é possível delinear ao pormenor uma estratégia de redução dos excessos sem colocar em causa os serviços do Estado. Não estamos em tempo de fazer cortes temporários, temos de fazer cortes dentro de uma estratégia já definida e conhecida do que se deseja que seja a função pública/Estado e como podemos obter serviços de qualidade, competentes e financeiramente racionais.
No entanto não há qualquer desculpa para o Governo não comunicar a decisão de investigar e renegociar todas as PPP’s e demais contratos que sejam ruinosos e em que o Estado está preso. Esses contratos têm que ser renegociados de forma justa e apuradas as responsabilidades por esse “assaltos” ao bolso dos contribuintes. Não basta reduzir custos na máquina pública, é preciso reduzir os encargos com contratos escandalosos não só porque é o mais justo, mas também porque é essencial que o Estado reduza rápida e drasticamente a carga fiscal sobre os portugueses, de modo a estimular a economia, ou o país chegará a um ponto tal de onde não vai haver volta da recessão.



sábado, 8 de outubro de 2011

Simply timeless/Simplesmente actual e intemporal - Johnny Carson 1982




Não foi possível encontrar uma versão legendada. Contudo existe uma versão legendada mas não verdadeiramente legítima. Trata-se de uma legenda a satirizar o político Sócrates. A legenda é correcta excepto nas partes em que é adaptada á situação deste político português. Por exemplo, em lugar de dizer imprensa, na apresentação, diz Manuela (da Manuela Moura Guedes) ou quando o político é questionado sobre a veracidade das suas habilitações em Harvard é adaptado à Univ. Independente.
Não foi usada esta versão por uma questão de princípio e imparcialidade no entanto, fica aqui o link para aqueles que necessitam de legenda para entenderem o vídeo, mas já tendo presente a natureza satírica da legenda.

One more apologist for a fall into the abysm

One more apologist of the Portugal leaving the euro zone idea. This time it was a Professor from the ISEG (Economical and Management Superior Institute – Lisbon) the economist João Ferreira do Amaral who came on the public defence of that policy. We have already board this mater on Nov. 13, 2010 with the comment “Insane idea from insane persons” but this time we gone deconstruct the professor argumentation.
The professor defends the Portuguese exit from the euro zone but with the support of the European Central Bank “its necessary a large commitment of the ECB to support and sustain the new currency depreciation within reasonable limits and to create facilities to support the Portuguese banks during this transition period to avoid any panic1. On simple words, what the professor think is that Portugal can leave the euro system but the ECB and what that it means is that Germany and the other north European countries, will keep supporting Portugal just like if it was a son who declares is independency from the parents but keep coming home to eat, drop the clothes to be wash and receive the allowance. The difference is that a son is just that, a son, our blood but Portugal is not a northern European countries son to have their support after leaving the euro system.
He believes that the new currency depreciation “By my calculations would be enough somewhere between 30% to 40%”1 as if once the new currency gets the exchange market the Portuguese institutions will have any control over the market to make it stay at this depreciation rates. The moment the new currency gets on the exchange market it would be depreciate to garbage level by the market agents because of their natural distrust face to the Portuguese economy. On this case the only way the Portuguese Government have to control the new currency exchange price would be through the Portuguese Central Bank operations on the market buying new currency and selling foreign currency, but it’s obvious that this kind of market intervention have high costs to any country if it’s done for a long period.
The allegation for leaving the euro zone is that “All tradable goods sectors will benefit from de currency depreciation. The currency depreciation it’s important to revert the negative effects of having a strong currency.1we have a huge foreign debt and therefore we have to create the conditions to have a surplus of our balance of payments so we can make the debt payments and at the same time having some margin on our external responsibilities. We cannot create those surpluses inside the euro zone because of our weak productive structure.1. As already was said, the currency devaluation do not achieve the effects that are defended by the professor. The currency devaluation has its effects in Portugal more than proven by the practice of these policies for years and years between the 74 revolution and the end of 80’s when we start living some currency exchange stability. It was this years of currency devaluation one of the reasons that allowed all those incompetent national companies to keep open by forcing all country to pay the costs of making their products more competitive on the international market instead of restructure their business or close doors.
The question is that the commodities are bought on the international market with prices in dollar or euro, so the currency devaluation just makes the labour cost lower because all the other production factors as commodities, energy and financing keep the same price because Portugal is totally dependent of the importation of these supplies. And because the public debt must be paid in euros the taxpayers must pay more taxes and the credits interest rates on the banks will be higher for the same reason. This means that there would not be any surpluses on our balance of payments but it would aggravate our economical situation.
In the end the professor reveals the reason why he defends the Portuguese exit from the euro zone “The most rational and intelligent would be recognize that euro project has failed.”1. Who does not believes on the euro zone does not understand that it is only through the project of a unify Europe that it is possible for Europe to maintain its place on a global economy.
Portugal is on the rock bottom and our only way up it is through cleaning the country of the corruption, bad politicians and incompetent companies, giving space to the excellence and good management to be the future.


1 Sol newspaper October 2, 2011 (http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=29943)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mais um apologista de uma queda no abismo

Mais um apologista da saída de Portugal do Euro. Desta vez foi o Professor do ISEG, o economista João Ferreira do Amaral. Já foi aqui escrito sobre esta ideia de saída do euro em 13 de Novembro de 2010 com o comentário “Ideia insana de pessoas ainda mais insanas” mas desta vez vamos desconstruir a argumentação deste Sr. Professor.
Alega este Sr. Prof. que saímos do euro mas com o apoio do Banco Central Europeu, “é necessário um comprometimento muito grande do Banco Central Europeu: para apoiar a sustentação da nova moeda dentro dos limites de depreciação razoáveis e, num segundo aspecto, criar facilidades de apoio aos bancos no período de transição, para evitar qualquer pânico.”1, ou seja, o que este Sr. Prof. acha, é que vamos sair do euro mas que o BCE e, por conseguinte, a Alemanha e demais países do norte, vão continuar a sustentar Portugal tal qual um filho que se declara independente dos pais mas continua a ir a casa comer, deixar a roupa para lavar e se necessário for, para receber a mesada. A diferença é que um filho é isso mesmo, um filho e Portugal não é filho dos países nórdicos pelo que, se eles já na realidade presente não estão muito contentes por andarem a “sustentar” os países do sul, quanto mais se estivermos fora do euro. Este Sr. Prof. deve achar que os outros países são para com Portugal como Portugal é para com a Angola, que lhes beija os pés e perdoa dívidas.
Diz que a desvalorização da nova moeda “Pelos meus cálculos, algo entre 30% a 40% seria suficiente1, como se, uma vez a nova moeda no mercado de câmbio, nós tivéssemos algum controlo sobre o valor da moeda. Assim que a nova moeda chegasse ao mercado de câmbios seria de tal forma desvalorizada que ficaria pelas “ruas da amargura” e a única forma do Estado impedir isso, seria por acção do Banco de Portugal sobre os mercados, comprando a nossa moeda e vendendo moeda estrangeira, isto em compras gigantescas que custariam fortunas insustentáveis ao país, logo algo impossível de fazer sustentadamente.
A alegação para a saída do euro é que “Todos os sectores de bens transaccionáveis são beneficiados pela desvalorização. Uma desvalorização discrimina estes sectores positivamente. A desvalorização é importante para contrariar os efeitos negativos que decorreram de termos uma taxa de câmbio demasiadamente valorizada.1temos uma divida externa brutal e, portanto, temos de formar excedente da balança de pagamentos para irmos pagando e arranjarmos alguma folga a nível externo. Não conseguimos criar excedentes na Zona Euro dada a debilidade da nossa estrutura produtiva.1. Ora como já anteriormente aqui foi dito, a desvalorização da moeda não concretiza nada do que o Sr. Prof. defende que será alcançado com a saída do euro. A desvalorização da moeda em Portugal tem os seus efeitos mais do que comprovados pela prática destas políticas nos anos do pós 25 de Abril até ao início da estabilidade cambial por via da entrada na CEE e com a preparação para a entrada do escudo no cabaz de moedas do ECU. Foi a aplicação destas políticas que durante anos acarinharam os empresários incompetentes que nunca quiseram reestruturar as suas empresas e sempre quiseram beneficiar de desvalorizações da moeda para fingir competitividade que nunca tiveram.
Durante os anos de aplicação desta política de desvalorização da moeda, a grande maioria dos empresários nacionais, em lugar de criarem empresas competitivas e concorrenciais no mercado internacional para conquistar mercados (lembrar os milhões e milhões de fundos de apoio que tiveram e gastaram em luxos), choravam pela desvalorização do escudo para fazer com que os seus produtos ficassem mais baratos e conseguirem assim ser mais competitivos nas exportações. O problema é que desta forma os portugueses eram obrigados a comprar produto nacional, não porque tinha qualidade e sim porque os preços dos produtos estrangeiros ficavam mais altos, sendo obrigados a comprar nacional tivesse ou não qualidade (mais um estimulo à falta de qualidade do nacional), depois como somos totalmente dependentes do exterior em matérias-primas, essa desvalorização, passado o impacto inicial, apenas era obtido à custa do poder de compra dos consumidores, pois os preços das nossas empresas, sem competitividade, iam subir novamente uma vez que o preço das matérias-primas é determinado em moeda estrangeira e não em moeda nacional.

Para piorar, o Estado e o sector financeiro ficariam bem pior, já que a sua dívida é em moeda estrangeira, o que obriga a um aumento dos impostos de modo a comportar os custos financeiros e demais compromissos do Estado nos mercados internacionais.  Nos bancos veríamos um aumento das taxas de juro e dos spreed, exactamente o oposto do necessário para estimular o investimentos. Logo, não existiria qualquer excedente da Balança de Pagamentos, antes pelo contrário, veríamos um agravamento da perda do poder de compra e um agravar da situação nacional, basta apenas pensar no aumento brutal que teria o valor da importação de petróleo em termos de moeda ancional.

Mas no fim o Sr. Prof. lá confessa o motivo da sua posição “O mais racional e inteligente seria reconhecer que o projecto do euro falhou.”1, quem não acredita no euro e não vê que um bloco económico europeu unido é a única hipótese que a Europa tem de ter voz na nova economia global, claro que pode dizer as coisas que diz.
Estamos quase no fundo e temos de aproveitar para limpar o país ou nunca vamos sair do fundo, o que queremos são empresas competentes, que sejam competitivas internacionalmente, esse é o caminho e não a desvalorização da moeda.


1 Jornal Sol a 2 de Outubro de 2011 (http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=29943)

sábado, 1 de outubro de 2011

A Madeira e o seu Jardim

Estas últimas semanas têm sido ricas no “disse que disse” sobre a Madeira e no seu já famoso “buraco”. Têm sido igualmente ricas, para não fugir à tradição, nos espectáculos provocadores do Sr. Aberto João Jardim, algo que é o seu modo tão próprio e reconhecido de fazer política.
A bem da verdade devemos dizer que ele tem razão, porque raio é que haveria agora de mudar o seu estilo, num momento tão complicado, quando este estilo provou ser tão eficiente nos últimos 30 anos? A questão é que o presente momento não é igual a nenhum outro já vivido no passado recente e por isso, este estilo de colocar as questões como uma guerra aberta entre a Madeira e os “cubanos”, só agrava a situação da Madeira e apesar de lhe vir, uma vez mais, a render votos e uma maioria, vai deixar a Madeira numa posição muito mais complicada para resolver o seu “buraco”, já que os “cubanos” começam a criar uma forte hostilidade face à Madeira, ao ponto em que até nos aspectos nos quais a Madeira tem legitimidade esta corre o risco de ter um país inteiro contra eles.
Mas vejamos os factos.
1º facto: a Madeira nunca foi auto-suficiente, ou seja, beneficiou sempre nas transferências entre a Madeira e o Estado Central, logo a Madeira não dá nada aos “cubanos” são os cubanos que dão à Madeira. Mas deve ser igualmente reconhecido e afirmado que a República Portuguesa é um Estado no qual as diversas regiões são solidárias umas com as outras, pelo que todas as regiões mais ricas têm de ser solidárias com as regiões mais desfavorecidas.
2º facto: apesar da Região da Madeira ser beneficiada pela solidariedade nacional entre regiões, é verdade que em termos de saldos da balança de pagamentos (nacional) a Madeira participa no esforço (nunca concretizado nos últimos anos) de um equilíbrio da Balança de Pagamentos já que a sua principal e quase exclusiva actividade é o turismo, o que em termos contabilísticos é considerado como exportação. É por esse motivo que neste momento é um “tiro no próprio pé” as férias que muitos portugueses continuam a fazer fora de Portugal.
3º facto: a Madeira, tal como os Açores, beneficiam de taxas de imposto mais baixas e de um subsídio de insularidade concretizado por uma transferência anual do Estado central no montante de 300 milhões de euros. No entanto, estes impostos mais baixos são com o intuito de compensar os Portugueses que vivem na Madeira de modo a terem o mesmo custo de vida que os do “continente”. Por exemplo o IVA mais baixo, é para compensar o aumento do preço dos produtos por via dos custos de transporte para as ilhas, procurando assim obter um preço dos produtos idêntico ao preço cobrado no resto do país. O subsídio de insularidade tem como objectivo permitir que a região tenha infra-estruturas que no resto do país, podem estar fora de uma dada região, mas de fácil acesso por via da proximidade entre as principais cidades/regiões.
4º facto: é verdade que a Madeira do pós 25 de Abril era uma região desprovida de tudo e que eram necessários fortes investimentos estruturais para dotar as populações de uma qualidade de vida que fosse alcançar e acompanhar os padrões médios nacionais. Mas é aqui que a coisa complica… a uma dada altura a Madeira atingiu um nível de infra-estruturas superior a algumas regiões do “continente”, como Trás-os-Montes por exemplo, que apesar de não estarem rodeadas por água, em termos de infra-estruturas e de “distância” de Lisboa estavam muito mais longe do que a Madeira, já que boa parte da população estava desprovida de estradas capazes, linhas férreas e equipamentos públicos básicos à sua qualidade de vida, como escolas e hospitais. Por isso é igualmente verdade que, ao abrigo da tal solidariedade nacional que a Madeira tanto gosta de invocar, a um dado momento a Madeira teria de deixar de ser beneficiada pelos recursos públicos nacionais, para passar a ser solidária com aquelas que estavam bem mais atrasados que a Madeira.
5º facto: acredito que seja verdade que o Sr. Jardim não enriqueceu à conta dos dinheiros públicos e apenas tenha recebido os respectivos vencimentos, não tenho dados ou conhecimento do contrário para não acreditar, mas o que é conhecido de todos os portugueses é que ele deu a ganhar fortunas a muitos que lhe permitiram manter o seu “reinado” por tantas décadas, sendo isso também um roubo igual a que se tivesse tirado para si próprio. Por isso o Sr. Jardim deve ser investigado e responsabilizado pela má gestão dos dinheiros públicos.
6º facto: a Madeira é parte do território nacional, pelo que as leis nacionais têm que ser respeitadas na Madeira. Assim sendo o Sr. Jardim é obrigado a cumprir todas as leis mesmo não concordando com elas, como todos nós o somos, pelo que não tem qualquer legitimidade em esconder e continuar a fazer dívida só porque não concorda com as leis nacionais. Já todos sabemos que neste país um político nunca vai para a cadeia e quando é constituído arguido ainda vai a tribunal pedir indemnizações em várias vezes o valor que um tribunal determina como sendo o valor a pagar por uma vida, já sabemos que é o país em que vivemos, um pais de e para corruptos e políticos. Vamos a ver o que vai suceder com o Sr. Jardim, uma vez que confessou em público o crime de omissão propositada e consciente de informação, além de infringir deliberadamente as regras da divida pública onerando o país em milhares de milhões.

Por todos estes factos, o Sr. Jardim deveria ter contenção no seu espectáculo pois de tanto tempo que tem de poder, já está cego e incapaz de ver que neste momento, quando o país está a fazer sacrifícios extraordinários, ninguém está com vontade de, uma vez mais, “passar a mão” por baixo dos seus desvarios e pagar pelas suas loucuras. Tome cuidado com essas loucuras de independência e de que plano de pagamento só com o acordo da Assembleia Regional, ou seja, com o seu acordo, pois ainda se arrisca a um escalar da actual hostilidade face à Madeira e com isso muito maior dificuldade da Madeira e ter a solidariedade nacional.
O Sr. Jardim não quer saber da troika? Mas onde pensa que o governo vai buscar dinheiro para lhe dar? Já diz o povo “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, tome cuidado ou ainda tem o que tanto apregoa mas todos sabemos que não deseja, lembre-se do Pedro e do lobo.

sábado, 17 de setembro de 2011

Portuguese on the Top

On the last 8/30 it was released by the ERC Starting Grants the 2011 results and one of the projects contemplate with a grant it was the “Positive Scalar Curvature and Lagrangian Mean Curvature Flow” of the Portuguese André Neves of the Imperial College of Science (UK, London). It is the first time that a Portuguese scientist wins a grant of more than 1 million Euros.
This is the perfect example of one brilliant Portuguese scientist who needs to go to other country to have the opportunity and conditions to show his value because in Portugal it is the personal and party relations that matters as a selection criteria and not merit. Unfortunately this is also the reality on the universities and on the investigation labs; it’s not the best minds that are recruited but the ones who have some kind of relation with who have influence over the hiring.
This is the real reason for the actual Portuguese economical situation, the cultural disdain for the intelligence and quality in detriment of the corruption and the “smart asses” of this country is what makes it cultural accepted as more important to be successful to be a “smart ass” than as to be an intelligent and educate professional.
That’s the problem with the economical rescue plan. Only a rescue plan that obligates the implementation of educational policies based on the merit and the work and the implementation of policies of criminal responsabilisation of those thousands public servers and politicians that parasite the public budget being corrupt and incompetence can look forward to achieve success on the economical development. Only this way we can expect a cultural change and an increase of the education level of the next generations that will allow the country to aspirate to a better standard on living and a sustainable economical growth.
But as none of this seems to be even close to happen on the near future, the only way that those of us who fight for the quality, the merit and intelligence have to create a life for us is to, one by one, to give up of our country and move to another country that welcome us for our competencies and not for our personal relations.
The question is, when we are all gone who’s gone provide for all those “smart asses” that will stay and are incapable do be competent on any work because all their lives their success was based on relations and not in competence?
Congratulations André Neves, you deserve a medal on Portugal days celebrations for your work but the most likely is that your medal will be, once more, delivered to a soccer player.

Portugueses no Top

No passado dia 30 de Agosto, foi publicada a lista dos projectos de investigação contemplados com as bolsas ERC Starting Grants de 2011. Um dos projectos patrocinados por esta bolsa, para 5 anos, foi o projecto “Positive Scalar Curvature and Lagrangian Mean Curvature Flow” (Curvatura Escalar Positiva e fluxos de curvatura média Lagrangianos) do investigador português André Neves. É a primeira vez que um investigador nacional obtém uma bolsa de investigação de valor superior a 1 milhão de euros, algo que é mais um reconhecimento da qualidade e capacidade que os portugueses podem atingir.
Até aqui só boas notícias, agora a má notícia… é que, para não fugir à regra, o investigador André Neves e o seu projecto não estão sediados em qualquer centro de investigação nacional e sim no Imperial College of Science (Londres). Uma vez mais fica provado que apenas os portugueses que vão-se embora do país podem ter a oportunidade e as condições de demonstrar o seu valor, já que no nosso país apenas têm lugar os “espertos” com relações pessoais/partidárias e isso é uma realidade também muito presente no meio universitário, onde os professores não são contratados com base na sua qualidade e sim nas suas relações. Quantos de nós já viram publicados concursos públicos para professor universitário? A César o que é de César, pelo que devo salientar que em mais de 5 anos os únicos anúncios que pessoalmente pude confirmar no BEP (Bolsa de Emprego Público) foram do IPS (Instituto Politécnico de Setúbal).
Foi esta cultura de que mais vale ser “esperto” do que ser inteligente, que mais valem os conhecimentos do que O Conhecimento, que mais vale ter “cartão” do que ter mérito que levou o país a estar no estado em que está e isso não há TROIKA que consiga resolver, a não ser que imponha fortes regras no ensino e que obrigue ao julgamento e responsabilização criminal dos milhares e milhares de “espertos” que parasitam o Governo e o funcionalismo público. Só uma política de rigor e mérito na educação, assumindo o “custo” de uma descida vertiginosa nas estatísticas da OCDE para a posição real e não a actual posição mascarada pelo facilitismo que tem existido nos últimos anos, aliada a uma política de reconhecimento do mérito e de responsabilização criminal dos actos de incompetência e corrupção no seio do funcionalismo público e no meio político, de modo a provar que o “espertismo” tão popular no nosso país é meio caminho para a cadeia, pode conduzir a que dentro de uma ou duas gerações possamos ter a ambição de estar no caminho de uma sociedade desenvolvida e com um crescimento económico sustentado.
Como nada disto parece estar sequer próximo de um dia acontecer, parece que aqueles que lutamos pelo mérito e pela competência, um a um, vamos acabando por “jogar a toalha” e trocando o nosso país por outros países que acarinham e recebem de braços abertos aqueles que são inteligentes em lugar de “espertos”, competentes em lugares de bem relacionados. Assim fica uma questão… no final quem vai sustentar os “espertos” deste país que nada sabem fazer a não ser parasitar o trabalho dos outros?
Parabéns André Neves, Mereces uma medalha no dia de Portugal mas o mais certo é que a medalha, que é tua por mérito, seja entregue a mais um jogador de futebol.